Como tudo começou

segunda-feira, 3 de novembro de 2008





Mãos entrelaçadas,

rostos corados,

olhar sem fixação.

Ouço uma voz,

fina melodia

me indicando a direção.

Sinto uma leve brisa,

o ar frio não mais é páreo

para o calor do coração.

Vontade do destino,

força da vida:

infinita paixão.



Angélica,

hoje (dia 04/11) completamos nosso primeiro mês de namoro. Trinta dias que eu comemoro como sendo um ano, pois, ao seu lado aprendi que as técnicas humanas de se medir o tempo de nada valem quando se está do lado da pessoa amada.


Quando estamos juntos as horas passam como segundos; mas quando distantes, os minutos se arrastam agonizantes, fazendo de cada hora um lamento eterno.


Aprendi ainda que os pensamentos são grandes massas de conteúdo que vagam descontroladamente por nossa mente e, ao contrário do que eu acreditava, nós, seres humanos, somos incapazes de manter o domínio sobre esse grande emaranhado de idéias, lembranças, desejos.


Aprendi também que em grande parte de nossas vidas, quando cremos que controlamos os principais acontecimentos de acordo com a nossa vontade, estamos, na verdade, flutuando em uma gigantesca força que nos arrasta, a qual muitos chamam de destino.


E acredite, aprendi que o amor é um sentimento que não existe apenas nas telas de cinema, que não é apenas uma criação fictícia dos editores de revistas femininas ou dos autores de novelas. Esse emaranhado de emoções, vibrações, reações químicas, batimentos cardíacos e respirações ofegantes é algo real, que se toca, se sente.


E não pense que acabou por aí. Com você, amor, passei a valorizar a imensidão daquilo que podemos sentir em apenas um segundo; descobri o quão bom é se preocupar com uma segunda pessoa; comecei a apreciar a idéia de ser amado por alguém; passei a ter medo de te perder, de ser esquecido, de não ser perdoado e até mesmo de não saber perdoar.


Agora, imagine você que tudo isso se passou em apenas um mês! Acredito que seja por isso que tenho plena confiança ao dizer que te amo, e que enfim, encontrei a mulher da minha vida.